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O melhor termômetro para medir se o cachorro é idoso ou não é o dono, no entanto, há um consenso para mais ou menos verificar se ele já está na terceira idade:

  • Para cães pequenos (até 10kg): depois dos 8 anos;
  • Para cães médios (entre 11kg e 25kg): depois dos 7 anos;
  • Para cães grandes (entre 26kg e 40kg): depois dos 6 anos;
  • Para cães gigantes (mais de 41kg): depois dos 5 anos.

O que muda para os vovozinhos?

De maneira geral, podemos dizer que cachorros idosos apresentam menos energia, têm maior propensão a doenças, perdem um pouco da visão, audição e olfato, alguns ficam com problemas de mobilidade e outros, ainda, exibem uma barbinha branca charmosa.
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Principais doenças para cães idosos

Há uma série de doenças que podem afetar os cachorros idosos: insuficiência renal, artrites, câncer, doenças bucais, incontinência urinária, catarata, hipotireoidismo entre outras, mas, antes de ir correndo no google imagens e sofrer por antecipação, lembre-se: um cachorro que teve uma vida saudável terá muito menos chance de desenvolver essas doenças. Por via das dúvidas, aqui vai a primeira dica:

Primeira dica: Cachorro idoso visita mais o veterinário

Quando percebemos que nosso animalzinho está idoso, a prevenção vira nossa melhor amiga. Muitos cachorros vão ao veterinário uma vez ao ano para as vacinas ou daquela vez que foi no sítio e comeu lixo ou enfiou o focinho num porco espinho. Isso é mais que normal, cachorro saudável não vai muito ao veterinário. No entanto, quando eles envelhecem, é preciso ir de seis em seis meses no mínimo. Que tal um exame de sangue? Uma ecografia? Um check up?

Atitudes que sempre fazem a diferença

Alguns hábitos constantes dos tutores de cachorros fazem toda a diferença para a vida de um cão idoso. Não é necessário dizer que, quem sempre cuidou desses dois aspectos, terá que redobrar a atenção na terceira idade:

Segunda dica: higiene bucal

Todo mundo sabe que é necessário limpar/escovar os dentes dos cães (ok, nem todo mundo sabe, nem todo mundo faz, mas ainda é tempo). O tártaro (super sujeira marrom que gruda nos dentes do cachorro), com o acúmulo, amolece os dentes dos cães, causando inflamação e dor o que prejudica e muito a alimentação deles. Existem no mercado alguns produtos que ajudam na conservação e limpeza bucal, mas é preciso dedicação do dono para a manutenção. Não raro, a situação dentária dos cães é tão ruim que precisam fazer uma intervenção no veterinário, com anestesia geral, para fazer a limpeza. Para cães idosos, que podem não ter mais a mesma resistência cardíaca, pode ser mais arriscado. O melhor mesmo é pegar uma escova de dente, paciência, um produto indicado pelo veterinário e escovar bem uma vez por semana no mínimo.

Terceira dica: exercícios físicos

Aqui é outro hábito que um bom tutor que se preze faz para seu melhor amigo: leva ele para passear. Quando eles estão mais velhos, ainda precisam de caminhadas. O cuidado nesse estágio é com a intensidade. Não podemos mais sair correndo, de bicicleta ou skate com eles. Uma caminhada leve é o ideal. Para aqueles que apresentam artrite ou outros problemas de mobilidade, podemos pensar em atividade na água – sem impacto, lembrando que nem todos têm acesso à piscina e que o frio de algumas regiões inviabiliza a prática. Nesses casos, ainda existem alternativas de tratamento como a fisioterapia e acupuntura para cães.

Para viver mais e melhor

Não é mito para nós, humanos, tampouco para eles: uma boa alimentação é fundamental. Existe no mercado pet uma série de rações voltadas para os cachorrinhos idosos. Sempre são uma opção. Mas, vamos pensar diferente? Alimentação natural é a melhor alternativa para um cão na terceira idade.

Quarta dica: alimentação natural

Ofereça uma dieta balanceada, diferente e mais personalizada para seu velhinho. Alimentação natural é mais palatável que a ração tradicional: aquele cachorrinho que já perdeu os dentes, está sem apetite, tem dificuldade de digestão, pode viver mais e melhor se fizer essa mudança. O valor nutricional da comida natural é diferente, cães idosos costumam ter obesidade e perder massa magra, eles necessitam de mais proteína para repor de forma mais imediata aquilo que perdem e, além disso, não podem sobrecarregar as articulações com quilos desnecessários. Observe a tabela de nutrição da ração e veja se ela oferece proteína de verdade com mais de 30% de fonte magra.
OU entre em contato conosco para desenvolver a alimentação especial para seu amigo.

Como diminuir o impacto da velhice?

Assim como nós percebemos que o cachorro está idoso, ele também sabe. Muitos podem querer dar nome científico depressão, síndrome tal; e outros tantos podem falar que isso é mito, mas, quem tem cachorro sabe que eles podem sim ficar apáticos e tristonhos. Para isso, muito carinho em excesso. E também a sexta dica pode ajudar:

Quinta dica: Cuidados com a casa

Ele costumava dar rasantes do sofá para a poltrona, mirabolantes corridas pelos corredores e surfe nos tapetes. Pois é, além da mobilidade, a visão pode começar a falhar. Ajude seu melhor amigo e não troque a mobília de lugar, ele tem um mapa mental de onde os móveis estão. Há protetores para pontas de mesa de centro e portões pequenos para aquela escada que ele não deve mais acessar. Além disso, facilite a subida e descida em sofás ou camas que ele tenha costume de usar. Faça um agrado todo especial e monte uma rampa para ele (há projetos na internet http://pt.wikihow.com/Fazer-uma-Rampa-para-Cachorros).

Por fim, pense que conhecemos muitas pessoas na vida, de diversas idades que nos acostumamos com sua ausência. Para o seu cachorro, a relação mais sólida e duradoura que já existiu é a que ele tem com você. Doe seu tempo livre para ele. É um privilégio enorme ter um cachorro que fique tantos anos com a gente, sem muito esforço é fácil lembrar da quantidade de momentos felizes que eles – velhos e novos – nos dão. E inspire-se:
Veja aqui o registro de uma fotógrafa que registrou cães quando novos e idosos: https://catracalivre.com.br/geral/mundo-animal/indicacao/fotografa-retrata-envelhecimento-de-caes-de-filhotes-a-idosos/

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